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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

14º Torneio Aberto do Itapeva Golfe Clube

O Itapeva Golf Club, localizado no interior do estado de São Paulo receberá amadores e profissionais para o 14º Torneio Aberto do Itapeva Golfe Clube - Copa Emílio de La Rua Bajo, jogado nos dias 29 e 30 de janeiro.Com R$ 10 mil em prêmios para os profissionais, o torneio também conta pontos para o ranking da Federação Paulista de Golfe.O 14º Torneio Aberto do Itapeva Golfe Clube terá o patrocínio da Concresul, Travel Inn, da Prefeitura de Itapeva, além do apoio de Pepe de La Rua e RB Eventos e Sustentabilidade.

sábado, 11 de dezembro de 2010

André Tourinho

Os torneios da Divisão I Americana de golfe são jogados sempre em três rodadas, num total de 54 buracos. Somente é permitido um certo numero de dias para jogar competições segundo o regulamento da NCAA. Sem esse regulamento os jogadores costumavam perder muitos dias de aulas o que prejudicava o rendimento escolar. Normalmente uma viagem para um torneio universitário dura 4 dias. Um dia para viajar, um dia para a volta de treino e dois dias de competição voltando para casa depois da ultima volta de torneio. Os treinadores da universidades acham que é injusto para determinar o campeão em somente duas rodadas de golfe porque o nível esta muito competitivo e não da para diferenciar o nível de golfe em somente duas rodadas de competição. Eles decidiram jogar torneios de 3 rodadas, adotando 36 buracos no primeiro dia de competição e 18 buracos no segundo. Assim dando tempo para as equipes retornarem para suas localidades depois do ultimo dia de competição. Esse sistema já é adotado a bastante tempo. São muito raros torneios jogados em três dias, somente a conferencia, o campeonato regional e o campeonato nacional que jogam três rodadas em três dias. O campeonato regionais e nacionais são realizados apos o termino das aulas.
36 buracos em um dia é bastante puxado. Eu demorei alguns torneios para me adaptar. Todos os jogadores devem carregar a bolsa nas costas e os 36 buracos são contínuos. Eu me lembro no meu primeiro campeonato em Alabama no campo Shoal Creek Country Club. O time tinha que sair do hotel para o campo as 7 da manha. Eu acordei as 6 (ainda dava pra ver a lua no céu) para tomar banho e café da manha. O jogo começava as 8:15. Normalmente os dias de 36 buracos são shot-gun, mas aquele torneio era de tee times. Depois de acabar os meus primeiros 18 buracos, eu comecei a caminhar para o club house esperando esquecer a minha primeira volta que foi horrivel, almocar e concentrar para a segunda volta. Meu coach me parou e perguntou que eu estava fazendo. Eu respondi que eu tava indo pro club house para almoçar e me preparar para a segunda volta. Meu coach sorriu e me respondeu, aqui esta o seu almoço e agente aqui joga 36 buracos sem parar. Boa sorte nos outros 18. Na caixa tinha um sandwhich de presunto, uma maca, um cookie e batata chips. Eu não acreditei o que estava acontecendo. Eu já estava cansado de ter que acordar as 6 e ir jogar e agora eu nem tinha tempo para relaxar um pouco! Quando eu estava no buraco 30 eu não vinha mais a hora de acabar, meus braços nem subiam mais e minhas pernas andavam automaticamente.
Dependendo do mês do ano a organização do torneio deixa agente jogar de carrinho elétrico para dar tempo de terminar antes de escurecer. Eu já perdi a conta de torneios que eu chegava no clube para aquecer as 7 da manha e saia do campo de golfe as 7 da noite já começando a escurecer. Para se manter focado nos 36 buracos você precisa ter um mental extraordinário. As condições também atrapalham bastante. Tem dias que esta frio e com vento que você nem queria sair de casa e você tem que ir andar carregando a bolsa e jogar 36 buracos, esses dias que você tem que gostar muito de golfe para continuar. Esse semestre eu peguei boas condições para jogar, meus dois primeiros anos eu joguei bastante torneios em condições dificílimas que eu estava somente sobrevivendo no campo. Eu achava que jogar o par do campo era impossível e eu olhava no quadro de resultados 66, 67, 68. Esses dias que você vê que o buraco é mais fundo do que você acha.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Daniel Stapff em por dentro da Copa Los Andes



Meu nome é Daniel Stapff, tenho 20 anos, e sou natural de Curitiba. Quando tinha 11 anos de idade comecei a jogar golfe por influência do meu pai, já até perdi as contas de quantas vezes contei sobre como fui parar no golfe, e quem sabe falarei sobre isso em algum post futuro, porém este não me parece o momento mais apropriado. No momento, estou morando em Miami, na Flórida, e faço parte do time de golfe da Barry University. Estou no meu quinto semestre na faculdade e tenho 3 restantes para me formar. Estou cursando Finanças, mas isso tambem não parece ser muito interessante...


Pensando em algo legal para escrever (ou melhor, tentando) me deparei dentro de um avião indo de Miami para Santiago, no Chile, onde estava indo jogar a Copa Los Andes 2010, então me veio na cabeça por que não escrever sobre esse torneio. Em 2010 foi minha terceira participação nessa competição, posso dizer que já passei por boas experiências neste torneio e que ele é um dos meus favoritos para jogar.



A Copa Los Andes foi jogada pela primeira vez no ano de 1944, onde somente Argentina e Chile participaram da competição. Por coincidência, nesse ano ela foi realizada no mesmo campo onde jogamos em 2010, no Club de Golf Los Leones, em Santiago. A primeira participação do Brasil aconteceu em 1950, quando Julian Foster, Humberto Almeida, Oswaldo Almeida, Leon Schwartz e João Barbosa Correia defenderam o país pela primeira vez, jogando no Jockey Club em Buenos Aires, Argentina, terminando a competição empatados em segundo lugar com o Chile. O primeiro título brasileiro veio em 1954, quando a competição foi disputada no São Paulo Golf Club, 18 anos depois foi a vez do segundo título, também conquistado no SPGC. Os outros títulos vieram em 1975 no Equador, em 1982 novamente no Brasil, em 1988 no Uruguai, em 1995 mais uma vez no Equador, e por fim em 2002 quando o último título do país foi conquistado no Gávea Golf and Country Club, um clube tradicional do Rio de Janeiro.



Um aspecto característico desse torneio é o formato em que ele é jogado, é um tanto quanto complicado no começo, mas depois torna-se fácil entender. Primeiramente, os jogos são disputados em match play, 9 países competem cada ano e cada país leva 5 jogadores pra representá-lo. O torneio é jogado em 4 dias, e cada dia um país joga com outros dois ao mesmo tempo. Este ano por exemplo o Brasil jogou contra Chile e Paraguai no primeiro dia. Cada confronto entre países é composto por 6 partidas que totalizam 12 pontos, ou seja, se um país ganhar todas as partidas o confronto termina em 12 a 0. Pela manhã são jogados dois jogos no formato foursome, que consiste em duplas jogando uma bola em tacadas alternadas, e na parte da tarde são disputadas 4 partidas simples. Esses 12 pontos em disputa são chamados de pontos pequenos; 2 pontos pra cada vitória e 1 ponto pra cada empate, o país que ganhar o confronto direto com outro país ganha 2 pontos grandes, e caso o confronto empate cada país leva 1 ponto grande.



Os pontos grandes que basicamente definem o campeão do torneio, porém existem casos de empate, e é ai que complica. O primeiro critério de desempate é o confronto direto entre os países empatados, se no confronto direto os países sairam empatados o desempate passa para pontos pequenos, se o empate persistir a comissão analisa o resultado de cada partida individualmente, e o país que ganhou partidas com a maior margem, ou seja, o quanto antes leva a melhor. Apesar de ser quase impossível, se mesmo depois disso o empate continuar, o país que ganhou o maior número de buracos durante o torneio ganha.



Realmente são varios detalhes que consistem o sistema de disputa da Los Andes, mas eles são um dos fatores que fazem desse torneio tão emocionante. Espero que depois dessa tentativa, seja mais fácil pra todos entenderem melhor o formato do mesmo. Para saber mais sobre a história da Los Andes, os resultados completos de todos os anos, a relação de todos os participantes desde a primeira edição do torneio, e quem sabe uma explicação mais detalhada sobre o formato de disputa, visite este link: Saiba Mais



Na próxima vez, venho contar algumas experiências que tive durante as 3 vezes que representei o Brasil neste torneio!



Um forte abraço!
El 7 de Agosto de 1940, un acta de la Asociación Argentina de Golf daba cuenta de la invitación de la Asociación de Golf de Chile (antecesora de la actual Federación) a golfistas aficionados argentinos, para participar de torneos a disputarse en Viña del Mar y Santiago. Entre esos torneos figuraba l
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Los Andes 2010- BRASIL

Brasil esta dando um show na Copa Los Andes 2010, hoje passamos por nossos rivais Hermanos por 7X5. Nosso time esta forte, unido e confiante, todos os integrantes do time merecem esse titulo, estamos na torcida! Foco, concentração e pra cima deles Brasil! Segue abaixo uma frase do nosso amigo colunista Daniel Stapff que vale comentar.

"Bola Titleist $10
Luvas 20$
Putter da Ping $120
Ganhar a Copa Los Andes não tem preço "

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O estado do Golf em Portugal

O Golf nacional tem vivido tempos de muita turbulência. Ora se vê uma notícia boa, ora se vê uma má.

A opinião generalizada dos não praticantes é que o Golf é um desporto de velhos, para velhos, jogado por pessoas ricas e sem espaço para outros extractos sociais. Ora, esta ideia não podia estar mais errada!

Pôr os seus filhos a jogar Golf hoje em dia é bastante acessível. Quem não acreditar, basta informar-se juntos de dois ou três clubes e tira a média. O Golf é um desporto bastante útil para os jovens, na medida em que os pode ajudar a adquirir grandes qualidades tais como: camaradagem, respeito pelos outros, disciplina, concentração, etc.

É verdade que o Golf já foi em tempos um desporto de elite, mas é actualmente acessível a todos os extractos da sociedade e a todas as idades. No entanto, em Portugal não se tem verificado o crescimento em número de praticantes que existe noutros países da Europa continental. Aliás, o número tem baixado!

Importa, pois, perceber quais as formas de potenciar um crescimento sustentado do número de federados.

Na minha opinião, a existência de campos municipais é um factor crucial para o desenvolvimento da modalidade. Actualmente, temos apenas um campo municipal: o de Cantanhede. Este campo, apesar de ser de pitch & putt, proporciona aos habitantes da região um primeiro contacto com a modalidade e, segundo consegui apurar, tem tido bastante afluência.

Este campo contribui também para desmistificar a ideia que referi no primeiro parágrafo. Esta ideia gera muitos anticorpos em determinados sectores da nossa sociedade. As pessoas que divulgam esta ideia fazem-no normalmente sem nenhum fundamento, pois são totalmente desconhecedoras da modalidade.

Outra forma de potenciar o crescimento do Golf é a criação de Escolas Municipais em parceria com os clubes locais. Um exemplo perfeito é o da escola de Vila Nova de Gaia que consiste numa parceria entre o Clube de Golf da Quinta do Fojo e a Câmara Municipal. Estas escolas permitem, aos municípios que não têm meios para construir um campo de Golf, dar a conhecer a modalidade aos seus alunos com custos muito reduzidos para estes.

Por outro lado, um factor que contribui para a ideia referida no ínicio é a pouca divulgação dos resultados alcançados pelos jogadores nacionais. Ainda há uma semana Portugal alcançou a sua melhor classificação de sempre no Campeonato do Mundo por equipas e nem uma notícia apareceu nos telejornais.

Neste capítulo, eu já referi que acho que a FPG não faz tudo o que está ao seu alcance para divulgar os resultados alcançados, assim como os torneios realizados no nosso País. Como se pode aceitar que o Portugal Masters não tenha sido objecto de reportagens dos três principais canais? O Turismo de Portugal desembolsa 3M€ para este torneio e nem a RTP faz uma reportagem?!

Por outro lado, tem de se enaltecer o papel da SPORTTV na divulgação da modalidade através da criação de um canal exclusivamente dedicado ao Golf. Ainda tem pouca informação sobre o Golf Nacional, mas quero acreditar que irá ter mais no futuro.

A candidatura à organização da Ryder Cup 2018 pode ser o grande trampolim de que precisamos. Faça todos os votos para que tenhamos sucesso! Já vi umas notícias que referiam a possibilidade de poderem ser já anunciados os locais quer para 2018, quer para 2022 dado a qualidade de todas as candidaturas que estão em cima da mesa. Se não ganharmos em 2018, espero que possamos receber o 3º maior evento desportivo Mundial em 2022!!

Esta candidatura está a entrar na recta final (e decisiva), por isso deixo aqui a sugestão à FPG que faça a maior promoção possível e que use para isso todos os praticantes da modalidade.

A última vertente que quero abordar é a Associação de Golf do Norte de Portugal (AGNP). A AGNP foi criada com o objectivo de divulgar e fomentar a prática da modalidade. Infelizmente, não tem conseguido nos últimos anos nenhum desses objectivos.

Pondo de parte os problemas administrativos que agora enfrenta por motivos de saúde do seu Presidente e também do seu Secretário Geral, não podemos ignorar que é uma instituição que simplesmente não funciona. Seja por quezílias internas, seja por falta de saúde financeira, por falta de disponibilidade dos membros dos orgãos sociais e/ou por falta de apoio dos clubes (esta ordem de factores é aleatória), a AGNP está totalmente descredibilizada e não há pessoas conhecedoras da modalidade que tenham vontade de lhe tomar as rédeas.

Por conseguinte, defendo que a AGNP deve ser integrada na Federação pois só assim pode ter uma gestão profissional e capaz de usar todo o seu potencial na promoção da modalidade. O modelo da sua gestão seria o mesmo de actualmente, salvo que o seu Secretário Geral passaria a ser funcionário da Federação e não da Associação (seguindo o exemplo de outtras modalidades).

É sabido que a AGNP não tem meios financeiros suficientes para sustentar um Secretário Geral com as qualificações necessárias a tempo inteiro. E é também do senso comum que sem um funcionário com estas características não tem condições para existir.

Esta integração poderia também levar à criação de outras associações noutras regiões do País que poderiam desenvolver um papel importante, visto que estão mais próximas das populações locais.

Em suma, há ainda muito para fazer pelo Golf Nacional. Beijos, abraços e bom golf, porque não se esqueçam que “o Golf é um desporto de Inverno”!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

How college golf works

Ola, meu nome é Andre Tourinho, sou brasileiro, tenho 20 anos e estudo na University of Tulsa em Tulsa, Oklahoma nos Estados Unidos da America. Eu faço parte to time de golfe da faculdade. Meu time tem 9 jogadores e somente 5 viajam com o time para torneios em volta do pais. 
A liga universitaria americana de golfe abriga os melhores amadores do mundo. Aqui é o melhor lugar para começar a sua carreira profissional, sendo que 15 dos 20 melhores amadores do mundo, de acordo com o R&A rankings, realizam faculdade aqui nos Estados Unidos. A University of Tulsa faz parte da Divisão  1 do sistema americano. Sao três divisions e uma divisao especial chamada NAIA. A divisao 1 considerada a divisao elite unversitaria americana. O sistema eh simples aqui. Quando voce estreia na faculdade, voce tem direito a 4 anos para jogar na liga americana. O primeiro ano eh chamado de Freshman year, o segundo ano eh chamado de Sophomere year, o terceiro ano eh chamado de Junior year e o quarto e ultimo ano eh chamado de Senior year. Eu estou no meu terceiro ano aqui, o Junior year. O calendario anual eh dividido em semestres sendo que o ano academico comeca no outono (Fall), que vai de setembro a dezembro, termina na primavera (Spring), que vai de janeiro ate o meio de maio. No golfe a principal parte de competicao eh no Spring, sendo as conferencias, o campeonatos regionais e nationais relazidos entre o final de abril e meio de maio. Jogamos torneios tanto no Fall quanto no Spring. Esse ano o meu time realizou 4 torneios agora no Fall e realizara 8 a 9 torneios no Spring. Nos torneios, sao aproveitados 4 melhores resultados dos 5 de cada equipe e todas as competicoes sao realizadas em tres voltas de 18 buracos, criando um total de 54 buracos. Eu nesses dois anos e meio da faculdade viajei quase todos os torneio, com excessao de 2 torneios, sendo 1 no meu primeiro ano (Freshman year) e o outro esse semestre (Fall). 
Por André Tourinho

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Golfe nos EUA com Andre Tourinho

Todo time faz parte de uma conferencia e regiao. A University of Tulsa faz parte da "Conference USA" e da regiao central. Por exemplo, o meu amigo Rafael Becker, brasileiro que joga na Wichita State University, faz parte da minha mesma regiao mas a conferencia dele eh chamada " Misouri Valley Conference". Todo time joga em sua conferencia e o time ganhador da conferencia tem uma vaga assegurada na campeonato regional. O time do Rafael ganhou a conferencia deles ano passado o que assegurou a vaga deles. Uma outra forma de entrar no campeonato regional eh estar entre os 64 melhores times nacionais. A melhor forma de assegurar a sua vaga eh tempo um recorde positivo de vitorias entre os times. Por exemplo, se a minha faculdade joga num torneio com 15 times e o nosso time fica em quarto lugar, nos perdemos para 3 times fazendo um recorde de -3, mas nos ganhamos de 11 times fazendo: 11 - 3 = 8. Entao nos tivemos um recorde positivo de 8. Essa eh a forma mais simples de explicar, porque tem outras formas muito mais complicados com numeros matematicos e mais. Nos meus dois primeiros anos aqui a University of Tulsa ficou todos os anos entre os 64, sempre com um recorde positivo. Ano passado no campeonato regional foram 81 times jogando em 6 diferente sitios, tendo em torno de 14 times em cada sitio. O meu time e o de Rafael jogaram no memso campeonato regional. No campeonato regional sao oferecidas 5 vagas para o campeonato nacional. E o campeonato nacional eh onde eh decidido o campeao universitario americano. Sao jogadas 3 voltas, 54 buracos, onde pegam os 8 melhores times que avancam para a rodada mata-mata. O numero 1 contra o numero 8, o numero 2 contra o numero 7 e assim vai. Ano passado a Augusta State foi campea batendo a fortissima Oklahoma State University, onde o melhor amador do mundo joga, Peter Uihlein.

Por Andre Tourinho

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Expresso BPI – Campeonato Nacional de Empresas

Joguei há duas semanas as meias-finais do Expresso BPI na Estela. É um torneio excelentemente organizado e muito atractivo de se jogar.

Já é a quarta vez que jogo este torneio e nunca conseguimos passar das meias-finais. É o sentimento generalizado na nossa equipa que é muito difícil passar. Só com condições atmosféricas adversas, podemos ter alguma hipótese, dado a pontuação fora do normal que alguns pares conseguem com condições benéficas (sem vento ou chuva).

Ainda nestas meias-finais houve um par que conseguiu fazer a surreal soma de 50 pontos. Sim, CINQUENTA PONTOS! Jogavam com handicap 12 e fizeram 2 abaixo gross! Ora, sabendo que foram “controlados” durante o jogo (ou seja, não fizeram batota), é impossível alguém afirmar que têm o handicap devidamente aferido.

O que este torneio vem pôr a nú é a falta de controlo dos handicaps em Portugal. Já referi noutro artigo que deixar inúmeros clubes sem campo fazer atribuição de handicaps sem controlo pode levar a situações deste género. Há muitos jogadores que gerem o seu handicap durante o ano para poderem chegar a estas provas e ganhar viagens!

A Federação deveria permitir o acesso a todos os registos de handicaps dos seus federados (alguns clubes já permitem, o Oporto é um deles). Há várias maneiras de gerir handicaps. Por exemplo: se se estiver a jogar bem, fazer muitas pancadas nos últimos buracos de algumas provas para não se descer; criar torneios (que nem são jogados) com meia dúzia de jogadores em que todos jogam acima do seu handicap; não inserir bons resultados obtidos fora do seu home club; etc.

Só assim seria possível tirar todas as dúvidas sobre os handicaps de todos os jogadores nacionais.

Em relação ao Expresso BPI, é minha opinião que teria muito a ganhar se alterasse a modalidade de jogo para Greensomes (duas saídas, escolhe-se a melhor e joga-se pancadas alternadas) pois é uma forma de jogar muito mais justa que o Texas Scramble.

O Texas Scramble permite situações muito injustas, como por exemplo poder colocar a bola no meio da areia ou dos chorões depois do parceiro ter jogado do lie inical. É como se estivesse a jogar do fairway!

Só mudando a modalidade se pode evitar resultados inimagináveis como os registados nas várias eliminatórias e trazer mais credibilidade ao Campeonato Nacional de Empresas para, por conseguinte, defender o verdadeiro valor do Golf: o respeito pelo jogo e pelos adversários.